Curiosidades Veneno de abelhas contra o cancêr


Tratamento usa toxina das abelhas como terapia contra a doença.
Em uma única colmeia, entre 50 mil e 80 mil abelhas trabalham de forma incessante. Além de produzirem mel, esses insetos fabricam um veneno semitransparente e de forte odor, despejado por um ferrão situado em sua parte traseira. A sopa tóxica composta por pelo menos 18 substâncias ativas é dominada, em uma concentração de 50%, pela biomolécula melitina. A ciência já havia comprovado que essa toxina representava uma excelente candidata a terapia contra o câncer, mas desconhecia meios eficazes e seguros de conduzi-la diretamente até o tumor. Existia o risco de que a melitina, quando transportada em grandes quantidades, provocasse danos generalizados às células sadias. Até que Samuel Wickline, professor de medicina, engenharia biomédica e biologia celular da Universidade de Washington (EUA), e a equipe dele desenvolveram nanoesferas, batizadas de nanoabelhas, para transportar a melitina, que rapidamente atacaria o tumor.
Em uma única colmeia, entre 50 mil e 80 mil abelhas trabalham de forma incessante. Além de produzirem mel, esses insetos fabricam um veneno semitransparente e de forte odor, despejado por um ferrão situado em sua parte traseira. A sopa tóxica composta por pelo menos 18 substâncias ativas é dominada, em uma concentração de 50%, pela biomolécula melitina. A ciência já havia comprovado que essa toxina representava uma excelente candidata a terapia contra o câncer, mas desconhecia meios eficazes e seguros de conduzi-la diretamente até o tumor. Existia o risco de que a melitina, quando transportada em grandes quantidades, provocasse danos generalizados às células sadias. Até que Samuel Wickline, professor de medicina, engenharia biomédica e biologia celular da Universidade de Washington (EUA), e a equipe dele desenvolveram nanoesferas, batizadas de nanoabelhas, para transportar a melitina, que rapidamente atacaria o tumor.
“Sabíamos que a melitina tinha uma chance de ser protegida pelo nanotransportador que havíamos desenvolvido. Isso porque ela se posiciona na camada gordurosa ao redor de nossa partícula. Nós tentamos inserir a toxina e descobrimos que ela não era muito estável na nanopartícula, mas não vazou para fora e permaneceu ativa quando estava dentro da corrente sanguínea”, comemora o cientista.
Era o sinal de que estavam na direção certa. O autor da pesquisa, publicada recentemente pela revista científica “The Journal Clinical of Investigation” , explicou que a nanoabelha rastreia o local do tumor e se cola a um endereço vascular específico. Ela também pode ficar propositalmente presa a uma armadilha na região do tumor, em vasos sanguíneos malformados que nutrem as células cancerígenas.
“A toxina melitina e a nanoabelha se derretem dentro do tumor e entregam seu ferrão. O processo de derretimento, ou a fusão da nanoabelha com a célula, é muito menos comum em estruturas normais ou sadias. Nós alvejamos os vasos sanguíneos por produzirem e liberarem esses “endereços postais” moleculares, capazes de direcionar as nanoabelhas até o tumor. Wickline contou que dezenas de camundongos acometidos de tumores nativos ou implantados em laboratório e de lesões pré-cancerosas foram alvos do estudo.
“As nanoabelhas exibiram atividade contra todas elas”, garante o médico. Em alguns casos, o tumor foi substancialmente eliminado com apenas poucas doses de nanoabelhas. “Em outros casos, os tumores foram impedidos de se transformar em um câncer de alta letalidade”, disse.
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